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Distúrbio do Déficit de Atenção,

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA)

O DDA ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm DDA tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem de DDA mostram muitos dos sintomas discutidos nesse capítulo, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com DDA sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.

O DDA tem sido de particular interesse para mim nos últimos 15 anos. A propósito, dois dos meus três filhos têm essa síndrome. Eu digo às pessoas que entendo mais de DDA do que gostaria. Através de uma pesquisa feita com SPECT na minha clínica, com imagens cerebrais e trabalho genético feito por outras, descobrimos que o DDA é basicamente uma disfunção geneticamente herdada do córtex pré-frontal, devido, em parte, a uma deficiência do neurotransmissor dopamina.

Aqui estão algumas das características comuns do DDA, que claramente ligam essa doença ao córtex pré-frontal.

Quanto mais você tenta, pior fica

A pesquisa mostrou que quanto mais as pessoas que têm DDA tentam se concentrar, pior para elas. A atividade no córtex pré-frontal, na verdade, desliga, ao invés de ligar. Quando um pai, professor, supervisor ou gerente põe mais pressão na pessoa que tem DDA, para que ela melhore seu desempenho, ela se torna menos eficiente. Muitas vezes, quando isso acontece, o pai, o professor ou chefe interpretam o ocorrido como um decréscimo de performance, ou má conduta proposital, e daí surgem problemas sérios. Um homem com DDA de quem eu tratei disse-me que sempre que seu chefe o pressionava para que fizesse um trabalho melhor, seu desempenho piorava muito, ainda que estivesse tentando melhorar. A verdade é que quase todos nós nos saímos melhor com elogios. Eu descobri que isso é essencial para pessoas com DDA. Quando o chefe as estimula a fazer melhor de modo positivo, elas se tornam mais produtiva. Quando se é pai, professor ou supervisor de alguém com DDA, funciona muito mais usar elogio e estímulo do que pressão. Pessoas com DDA saem-se melhor em ambientes que sejam altamente interessantes ou estimulantes e relativamente tranqüilos.

Pequeno âmbito de atenção

Um âmbito de atenção pequeno é a identificação desse distúrbio. Pessoas que sofrem de DDA têm dificuldade de manter a atenção e o esforço durante períodos de tempo prolongados. Sua atenção tende a vagar e freqüentemente se desligam da tarefa, pensando ou fazendo coisas diferentes da tarefa a ser realizada. Ainda assim, uma das coisas que muitas vezes enganam clínicos inexperientes ao tratar desse distúrbio é que as pessoas com DDA não têm um âmbito pequeno de atenção para tudo. Freqüentemente, pessoas que sofrem de DDA conseguem prestar muita atenção em coisas que são bonitas, novas, novidades, coisas altamente estimulantes, interessantes ou assustadoras. Essas coisas oferecem uma estimulação intrínseca suficiente a ponto de ativarem o córtex pré-frontal, de modo que a pessoa consiga focalizar e se concentrar. Uma criança com DDA pode se sair muito bem em uma situação interpessoal e desmoronar completamente em uma sala de aula com 30 crianças. Meu filho que tem DDA, por exemplo, costumava levar quatro horas para fazer um dever de casa que levaria meia hora, muitas vezes se desligando da tarefa. Mas se você lhe der uma revista sobre estéreo de carros, ele a lê rapidamente de cabo a rabo e se lembra de cada detalhe. Pessoas com DDA têm dificuldade em prestar atenção por muito tempo em assuntos longos, comuns, rotineiros e cotidianos, como lição de casa, trabalho de casa, tarefas simples ou papelada. O terreno é terrível e uma opção nada desejável para elas. Elas precisam de excitação e interesse para acionar suas funções do córtex pré-frontal.

Muitos casais adultos me dizem que, no começo de seu relacionamento, o parceiro com DDA adulto conseguia prestar atenção à outra pessoa durante horas. O estímulo de um novo amor ajudava-o a se concentrar. Mas quando a "novidade" e a excitação do relacionamento começavam a diminuir (como acontece com quase todos os relacionamentos), a pessoa com DDA tinha muito mais dificuldade em prestar atenção e sua capacidade de escutar falhava.

Distração

Como já mencionei acima, o córtex pré-frontal manda sinais inibitórios para outras áreas do cérebro, sossegando os dados advindos do meio, de modo que você possa se concentrar. Quando o córtex pré-frontal está com hipoatividade, ele não desencoraja adequadamente as partes sensoriais do cérebro e, como resultado, estímulos em demasia bombardeiam o cérebro. A distração fica evidente em muitos locais diferentes para uma pessoa com DDA. Na classe, durante reuniões, ou enquanto ouve um parceiro, a pessoa com DDA tende a perceber outras coisas que estão acontecendo e tem dificuldade em se concentrar na questão que está sendo tratada. As pessoas que têm DDA tendem a olhar pelo quarto, desligar-se, parecer aborrecidas, esquecer-se de para onde vai a conversa e interrompê-la com uma informação totalmente fora do assunto. A distração e o pequeno âmbito de atenção podem também fazer com que elas levem muito mais tempo para completar seu trabalho.

Impulsividade

A falta de controle do impulso faz com que muitas pessoas que têm DDA se metam em enrascadas. Elas podem dizer coisas inadequadas para os pais, amigos, professores, outros empregados, ou clientes. Uma vez eu tive um paciente que foi despedido de 13 empregos, porque tinha dificuldade em controlar o que dizia. Ainda que realmente quisesse manter vários dos empregos, de repente punha para fora o que estava pensando, antes de ter a oportunidade de processar o pensamento. Decisões mal pensadas são ligados à impulsividade. Em vez de pensar bem no problema, muitas pessoas que sofrem de DDA querem uma solução imediata e acabam agindo sem pensar. De modo similar, a impulsividade faz com que essas pessoas tenham dificuldade de passar pelos canais estabelecidos do trabalho. Elas freqüentemente vão direto ao topo para resolver os problemas, em vez de seguir o sistema. Isso pode causar ressentimento dos colegas e supervisores imediatos. A impulsividade pode também levar a condutas problemáticas como mentir (diz a primeira coisa que vem a cabeça), roubar, Ter casos e gastar em excesso. Eu tratei de muitas pessoas com DDA que sofriam da vergonha e da culpa oriundas desses comportamentos.

Nas minhas palestras costumo freqüentemente perguntar ao público: "Quantas pessoas aqui são casadas?". Uma grande porcentagem da platéia levanta as mãos. Depois eu pergunto: "É útil dizer tudo o que pensa em seu casamento?". O público ri, porque todos sabem a resposta. "Claro que não", eu continuo. "Os relacionamentos requerem tato." Mesmo assim, devido à impulsividade e à falta de pensar antes de agir, muitas pessoas que têm DDA dizem a primeira coisa que vem à mente. E, em vez de pedir desculpas por terem dito uma coisa que magoou, muitas tentam justificar por que fizeram a observação que magoou, só piorando as coisas. Um comentário impulsivo pode estragar uma noite agradável, um fim de semana, ou mesmo um casamento inteiro."

A busca do conflito

Muitas pessoas que sofrem de DDA inconscientemente buscam o conflito como uma maneira de estimular seu próprio córtex pré-frontal. Eles não sabem que fazem isso. Não planejaram fazer isso. Negam que fazem isso. E ainda assim o fazem. A relativa falta de atividade e estímulo do córtex pré-frontal anseia por mais atividade. Entrar em hiperatividade, desassossego, e ficar cantarolando são formas de auto-estimulação. Outro modo de as pessoas com DDA "tentarem ligar seus cérebros" é provocando confusão. Se elas conseguem que seus pais ou cônjuges tornem-se agitados ou gritem com elas, isso pode aumentar a atividade de seus lobos frontais e ajudá-las a sentirem-se mais sintonizadas. Novamente este não é um fenômeno consciente. Mas parece que muitas pessoas que têm DDA ficam viciadas em confusão.

Uma vez tratei de um homem que ficava quieto atrás de um canto de sua casa e pulava de repente para assustar sua esposa na hora em que ela fosse entrar. Ele gostava da mudança que obtinha com os gritos dela. Infelizmente para sua esposa, ela ficou com arritmia, devido aos sustos repetidos. Tratei de muitos adultos e crianças com DDA que pareciam sentir-se motivados fazendo seus animais de estimação ficar bravos, fazendo brincadeiras irritantes ou provocando-os.

Os pais de crianças com DDA comumente relatam que seus filhos são peritos em deixá-los bravos. Uma mãe me contou que, quando ela acorda de manhã, ela promete que não vai gritar nem ficar brava com seu filho de oito anos. Ainda assim, invariavelmente, na hora que ele vai para escola, já ouve pelo menos três brigas e os dois se sentem péssimos. Quando expliquei à mãe sobre a necessidade inconsciente que a criança tem de estimulação, ela parou de gritar com ele. Quando os pais param de oferecer estimulação negativa (gritos, surras, sermões, etc), diminui o comportamento negativo dessas crianças. Sempre que você se sentir como esses pais, pare e fale o mais suavemente que possa. Desse modo, você está ajudando seu filho a largar o vício de arranjar confusão e ao mesmo tempo colaborando para baixar sua própria pressão sangüínea.

Outra conduta de auto-estimulação comum em pessoas que têm DDA é se preocupar com ou se concentrar em problemas. O tumulto emocional gerado pela preocupação ou por estar aborrecido produz agentes químicos de estresse, que mantêm o cérebro ativo. Uma vez tratei de uma mulher que tinha depressão e DDA. Ela começava cada sessão me dizendo que iria se matar. Ela percebia que isso me deixava ansioso e parecia gostar de me dar os detalhes mórbidos de como o faria. Depois de conhecê-la bem, eu lhe disse: "Pare de falar em suicídio. Eu não acredito que você vá se matar. Você ama seus quatro filhos e não posso acreditar que os abandonaria. Acho que você usa essa conversa como uma maneira de criar agitação. Sem que você saiba, seu DDA faz com que você brinque de ‘Vamos criar um problema’. Isso estraga qualquer alegria que você possa Ter em sua vida". No começo, ela ficou muito zangada comigo (outra fonte de conflito, eu disse a ela), mas confiava em mim o suficiente para, no mínimo, observar seu próprio comportamento. Diminuir sua necessidade de criar caso tornou-se o foco maior da psicoterapia.

Um problema significativo do uso da raiva, tumulto emocional e emoção negativa para auto-estimulação é isso que é danoso ao sistema imunológico. Os altos níveis de adrenalina produzidos pelo comportamento direcionado ao conflito diminuem a eficácia do sistema imunológico e aumentam a vulnerabilidade à doença. Eu vi provas dessa deficiência muitas e muitas vezes, na conexão entre o DDA e infeções crônicas e na maior incidência de fibromialgia, dor muscular crônica que se considera associada à imunodeficiência.

Muitas pessoas que têm DDA tendem a se meter em brigas constantes com uma ou mais pessoas, em casa, no trabalho ou na escola. Elas parecem escolher inconscientemente pessoas que são vulneráveis e travam batalhas verbais com elas. Muitas mães de filhos com DDA me disseram que tinham vontade de fugir de casa. Elas não agüentavam o tumulto constante de suas relações com as crianças com DDA. Muitas crianças e adultos com DDA têm tendência de deixar os outros sem graça por pouca ou nenhuma razão, o que conseqüentemente faz com que suas "vítimas" se distanciem deles e isso pode resultar em isolamento social. Elas podem ser os palhaços da classe na escola, ou os espertinhos no trabalho. Witzelsucht é o termo que a literatura da neuropsiquiatria usa para caracterizar "o vício em fazer brincadeiras de mau gosto". Esse vício foi descrito inicialmente em pacientes que tinham tumores no lobo frontal, especialmente do lado direito.

Desorganização

Desorganização é outro marco importante do DDA. A desorganização inclui tanto o espaço físico, como salas, escrivaninhas, malas, gabinetes de arquivo e armários, quanto o tempo. Freqüentemente quando se olha para as áreas de trabalho de pessoas com DDA, é admirar que possam trabalhar ali. Elas tendem a Ter muitas pilhas de "coisas"; a papelada é algo que freqüentemente elas têm muita dificuldade de organizar; e parece que têm um sistema de arquivo que só elas podem entender (e mesmo assim só nos dias bons). Muitas pessoas com DDA têm atrasos crônicos ou adiam as coisas até o último momento. Eu tive vários pacientes que compraram sirenes de companhias de segurança para ajudá-los a acordar. Imagine o que deviam pensar os vizinhos! Essas pessoas também tendem a perder a noção do tempo, o que contribui para que se atrasem.

Começam muitos projetos, mas terminam poucos

A energia e o entusiasmo de pessoas com DDA muitas vezes as leva a começar muitos projetos. Infelizmente, pelo fato de serem distraídas e dado o seu pequeno âmbito de atenção, prejudicam sua capacidade de completá-los. Um gerente de uma estação de rádio me disse que ele começara cerca de 30 projetos especiais no ano anterior, mas havia completado uns poucos apenas. Ele me disse: "Estou sempre voltando para eles, mas tenho novas idéias que acabam atrapalhando". Também tratei de um professor que me disse que, no ano anterior ao que veio me consultar, ele começara 300 projetos diferentes. Sua esposa terminou seu pensamento dizendo que ele completara somente três.

Mau humor e pensamento negativo

Muitas pessoas com DDA tendem a ser mal-humoradas, irritadiças e negativas. Como o córtex pré-frontal está pouco ativo, ele não pode moderar totalmente o sistema límbico, que fica hiperativo, levando a problemas no controle do humor. De outro modo sutil, como já mencionado, muitas pessoas com DDA preocupam-se com ou ficam superconcentradas em pensamentos negativos, como uma forma de auto-estimulação. Se não conseguem arrumar confusão com os outros no meio ambiente, buscam isso dentro de si mesmas. Elas freqüentemente têm uma atitude do tipo "o mundo está acabando", o que as distancia dos outros.

Antes o DDA era considerado um distúrbio de garotos hiperativos que o superariam antes da puberdade. Sabemos agora que a maioria das pessoas que têm DDA não supera os sintomas do distúrbio e que este, freqüentemente, ocorre em meninas e mulheres. Calcula-se que o DDA afete 17 milhões de norte-americanos.

LISTA DE CHECAGEM DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL

Aqui está uma lista de checagem do córtex pré-frontal. Por favor, leia essa lista de comportamentos e classifique-se (ou à pessoas que você estiver avaliando) em cada comportamento catalogado. Use a escala e coloque o número apropriado ao lado do item. Cinco ou mais sintomas com a nota 3 ou 4 indicam grande probabilidade de problemas no córtex pré-frontal.

0 = nunca

1 = raramente

2 = ocasionalmente

3 = freqüentemente

4 = muito freqüentemente

___1. Incapacidade de prestar atenção a detalhes ou evitar erros por falta de cuidado

___2. Problema em manter a atenção em situações de rotina (dever de casa, tarefas, papelada, etc.)

___3. Dificuldade em ouvir

___4. Incapacidade de terminar coisas, seguimento insuficiente

___5. Falha na organização de tempo e espaço

___6. Distração

___7. Pouca habilidade de planejamento

___8. Falta de objetivos definidos ou de pensar no futuro

___9. Dificuldade em expressar os sentimentos

___10. Dificuldade em expressar solidariedade pelos outros

___11. Excessivo sonhar acordado

___12. Tédio

___13. Apatia ou falta de motivação

___14. Letargia

___15. Sentimento de vazio de estar "em uma neblina"

___16. Desassossego ou dificuldade de ficar parado

___17. Dificuldade de permanecer sentado em situações em que se espera que a pessoa fique sentada

___18. Busca de conflito

___19. Falar demais ou de menos

___20. Dar rápido a resposta, antes de as perguntas terem sido completadas

___21. Dificuldade em esperar sua vez

___22. Interrupção dos outros ou intromissão (por exemplo: meter-se em conversas ou jogos)

___23. Impulsividade (dizer ou fazer coisas sem pensar antes)

___24. Dificuldade de aprender pela experiência, tendência para cometer erros repetitivos

RECEITA CPF 8:

NÃO SEJA O ESTIMULANTE DE OUTRA PESSOA

Como eu já mencionei, muitas pessoas com problemas no córtex pré-frontal tendem a procurar conflito para estimular seu cérebro. É de máxima importância que você não alimente a tormenta, mas, pelo contrário, deixe-a passar fome. Quanto mais alguém com esse padrão inadvertidamente tenta deixá-lo aborrecido ou bravo, mais você precisa ficar quieto, calmo e firme. Eu ensino os pais de filhos com DDA a deixar de gritar. Quanto mais eles gritam e aumentam a intensidade emocional na família, mais as crianças vão procurar confusão. Eu também ensino irmãos e cônjuges a manter a voz baixa e uma conduta calma. Quanto mais a pessoa com DDA tentar tumultuar a situação, menos intensa deve ser a reação do outro.

É fascinante mostrar como essas receitas funcionam. Em geral, as pessoas que buscam conflitos estão acostumadas a conseguir que você se aborreça. Elas conhecem perfeitamente todos os seus pontos emocionais frágeis, e os cutucam com regularidade. Quando você começa a negar-lhes o drama e a adrenalina (reagindo menos e de modo mais calmo em situações de estresse), essas pessoas inicialmente reagem muito negativamente, quase como se estivessem com uma crise de abstinência de droga. Na verdade, quando você fica mais calmo pela primeira vez, elas podem até tentar piorar as coisas, a curto prazo. Mantenha-se firme e elas vão melhorar a longo prazo.

  • Não grite.
  • Quanto mais a voz dela aumenta, mais sua voz deve diminuir.
  • Se você sente a situação começar a sair do controle, dê um tempo. Dizer que você precisa ir ao banheiro pode ser uma boa receita. Provavelmente a pessoa não vai tentar impedi-lo. Pode ser uma boa idéia Ter um livro grosso em mãos, caso a pessoa esteja realmente transtornada e você precise se afastar por um longo período.
  • Use de humor (mas não humor sarcástico ou bravo) para apaziguar a situação.
  • Seja um bom ouvinte.
  • Diga que você quer entender e trabalhar a situação, mas só pode fazer isso quando as coisas estiverem tranqüilas.

RECEITA CPF 10:

OBSERVE A NUTRIÇÃO DO CÓRTEX PRÉ-FRONTAL

A intervenção nutritiva pode ser especialmente útil nessa parte do cérebro. Durante anos recomendei uma dieta alta em proteínas e baixa em carboidratos, relativamente de pouca gordura para meus pacientes com DDA. Essa dieta tem um efeito estabilizador nos níveis de açúcar no sangue e ajuda tanto no nível de energia quanto na concentração. Infelizmente, a grande dieta norte-americana é cheia de carboidratos refinados, que tem um efeito negativo nos níveis de dopamina no cérebro e na concentração. Com ambos os pais trabalhando fora de casa, há menos tempo para preparar refeições saudáveis e refeições fast-food tornaram-se mais comuns. O café da manhã de hoje consiste tipicamente de alimentos que têm muitos carboidratos simples, como waffles congelados ou panquecas. Tortas, bolinhos, doces e cereais. A salsicha e os ovos foram deixados de lado em muitas casas, devido à falta de tempo e à idéia de que a gordura faz mal. Ainda que seja importante ser cuidadoso na ingestão de gordura, o café da manhã antigo não é uma idéia tão má para as pessoas que têm DDA ou outros estados onde a dopamina seja insuficiente.

As melhores fontes de proteína que eu recomendo são as carnes magras, ovos, queijos magros, nozes e legumes, que ficam mais equilibradas com uma porção saudável de vegetais. Um café da manhã ideal consiste de uma omelete com queijo magro e carne magra, como a de frango. Um almoço ideal consiste de atum, frango ou salada de peixe fresco, com legumes mistos. Um jantar ideal contém mais carboidratos, para equilibrar a refeição com carne magra e legumes. Eliminar açucares simples (como nos bolos, doces, sorvetes e guloseimas) e carboidratos simples, que são prontamente quebrados em açúcar (como pão, massa, arroz e batatas), terá um impacto positivo no nível de energia e aquisição de conhecimento. Essa dieta ajuda a elevar os níveis de dopamina no cérebro. É importante observar, no entanto, que essa dieta não é ideal para pessoas com problemas no cíngulo ou de concentração excessiva, que geralmente se originam de uma relativa deficiência de serotonina. Os níveis de serotonina aumenta, a dopamina tende a decrescer e vice-versa.

Suplementos nutritivos podem também surtir efeito positivo nos níveis de dopamina do cérebro e melhoram o foco e a energia. Eu freqüentemente faço meus pacientes tomar uma combinação de tirosina (500 a 1.500 miligramas duas ou três vezes ao dia); sementes de uva OPC (oligomeric procyanidius) ou casca de pinho, encontradas em lojas de produtos naturais (meio miligrama por quilo do peso do corpo); e gingko biloba (60 a 120 miligramas duas vezes ao dia). Esses suplementos ajudam a aumentar o fluxo de dopamina e o fluxo sangüíneo no cérebro e muitos dos meus pacientes relatam que eles ajudam na energia, na concentração e no controle de impulso. Se quiser tentar esses suplementos, fale com seu médico.

RECEITA CPF 11:

TENTE O FOCO MOZART

Um estudo controlado descobriu que ouvir Mozart ajudava crianças com DDA. Rosalie Rebollo Pratt e colegas estudaram 19 crianças com DDA, entre os sete e dezessete anos. Eles tocavam discos de Mozart para as crianças, três vezes por semana, durante sessões de biofeedback de ondas cerebrais. Eles colocavam o 100 Masterpieces , volume 3, que incluía o Concerto para Piano n.º 21 em dó, O Casamento de Fígaro , o Concerto para Flauta n.º 2 em lá, Don Giovanni e outros concertos e sonatas. O grupo que ouvia Mozart reduzia sua atividade de ondas cerebrais teta (ondas lentas que são freqüentemente excessivas no DDA) ao ritmo exato do compasso subjacente da música; e exibia melhora de concentração e controle de humor, diminuindo a impulsividade e aumentando a habilidade social. Entre os sujeitos que melhoraram, 70 por cento mantiveram essa melhora seis meses depois do fim do estudo e sem treinamento posterior. (Estas descobertas foram publicadas no International Journal of Arts Medicine, 1995.)

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Distúrbio do Déficit de Atenção

Intervenções da PNL que funcionam
no Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA)

Don A. Blackerby, Ph.D.

Em dezembro de 1994, Anchor Point publicou meu artigo intitulado "Distúrbio do Déficit de Atenção – Sob a perspectiva da PNL". Neste artigo, eu mostrei os resultados da modelagem da PNL que eu consegui com estudantes com DDA.

A primeira fase do esforço de modelagem tem a ver com a descoberta da experiência subjetiva do DDA. Era pressuposto que a experiência subjetiva conduzia aos sintomas de comportamento da DDA.

A segunda pressuposição era que os processos de mudança da PNL poderiam alterar a experiência subjetiva do DDA de modo a afetar os sintomas de comportamento. Esperava-se que o estudante com DDA poderia ficar mais funcional na escola e dentro da sua família se ele não se comportasse mais de modo impróprio.

Esse artigo, que é um relatório sobre a segunda pressuposição, esboça algumas técnicas e processos da PNL que eu descobri que obtém sucesso com os estudantes com DDA. De fato, essas intervenções tem tido sucesso ao ponto de que muitos deles foram capazes de reduzir ou eliminar o uso de remédios para controlar o seu comportamento.

Os Sintomas do DDA

A maneira mais comum de diagnosticar a DDA é através da observação dos sintomas de comportamento que ocorrem no passar do tempo. Os maiores sintomas de comportamento incluem um ou mais dos seguintes:

Hiperatividade - Eles não conseguem ficar parados. Eles estão constantemente se mexendo e irrequietos. Eles estão embaixo das cadeiras, das mesas ou subindo nos móveis.

Impulsividade - Eles se movem ou mudam de direção rápido demais. Eles estão fazendo uma coisa e então, de repente, começam a fazer outra coisa. Eles "agem antes de pensar!"

Distração - Eles não conseguem ficar focados em um pensamento ou tarefa. Eles estão executando uma tarefa e o menor ruído os interrompe.

Falta de organização - Eles não conseguem executar tarefas mais complexas, que exigem que eles organizem a tarefa maior numa série de passos. Alguém tem que dizer ou mostrar como fazer cada etapa.

Esquecimento - Eles esquecem as instruções. Eles esquecem de fazer coisas ou tarefas que foram mandados fazer. Eles começam a fazer algo e esquecem o que tinham que fazer.

Procrastinação - Eles têm dificuldade de iniciar e completar tarefas ou trabalhos. Eles estão constantemente adiando fazer as coisas. Parece que eles não conseguem "dar a partida".

Normalmente se uma criança (ou um adulto) demonstrou esses sintomas como um padrão consistente durante um tempo, o diagnóstico é DDA ou DHDA (DDA com hiperatividade). Os tratamentos mais comuns são: tentar controlar o seu ambiente, técnicas de modificação do comportamento ou a prescrição de remédios.

Uma nova Definição do DDA

Eu encontrei muitos alunos que foram mal diagnosticados com o rótulo do DDA. Os sintomas de comportamento enquadram-se em muitos estudantes os quais estão aborrecidos na escola ou que estão apresentando outros problemas de comportamento. Muitas vezes, ensinando aos alunos como aprender na escola, como se concentrar, como se organizar, como estabelecer prioridades e/ou como ter uma melhor atitude na escola, as causas dos sintomas somem.

Ensinar pais, professores e alunos como se comunicar melhor parece ajudar em muito. Também descobri, que é importante, procurar inicialmente por alergias, principalmente de comida, e verificar a quantidade de açúcar ingerida e/ou comidas tipo lanches e salgadinhos. Também descobri os sintomas do DDA em indivíduos de todas as idades os quais foram infectados com o germe do fungo "Candida Albicans".

Por causa disto eu adaptei a minha definição do DDA. Para mim, o portador de DDA tem a inabilidade de controlar a sua mente. Ele não consegue controlar a sua mente e não consegue fazer nada sobre isso. Essa inabilidade em controlar a sua mente conduz a todos os sintomas mencionados anteriormente.

O verdadeiro portador de DDA ainda precisa aprender as coisas mencionadas antes como aprender e ter uma melhor atitude própria em relação a escola, etc. Entretanto, antes de aprender essas coisas, eles precisam aprender como controlar sua mente e acreditar que eles podem fazer isso.

Meu teste para descobrir o verdadeiro portador de DDA é dar a ele uma tarefa simples a fazer com a sua mente. Uma destas tarefas é: conseguir uma imagem interna de uma palavra que ele já saiba como soletrar e manter essa imagem fixa enquanto ele soletra a palavra de trás para diante (da direita para a esquerda).

Eu aumento gradualmente o tamanho da palavra até que tenhamos uma palavra bem comprida (dependendo da idade dele). O portador de DDA não será capaz de manter a imagem fixa o tempo suficiente para fazer isto. A palavra vai voar, apagar-se, pular em volta ou simplesmente desaparecer! Ele não pode controlar a imagem.

Algumas pessoas que não são portadores de DDA também não conseguem soletrar palavras ou números de trás para frente. Para eles, entretanto, isso é simplesmente uma questão de aprender como fazer isso e não que a palavra desapareça ou que esteja fora de controle em suas mentes.

Técnicas para Ensinar Alunos com DDA a Controlar Suas Mentes

Com reais portadores de DDA, eu gostaria de começar a ensinar-lhes a controlar suas mentes com simples exercícios não escolares. A maneira mais bem sucedida, e não ameaçadora, é usar itens como animais de estimação, alimentos ou algum outro item concreto que eles gostem e não se relacionem com a escola.

Por exemplo, posso pedir que eles me digam qual é sua comida preferida e depois me descrevam com o que ela se parece. Quando conseguem fazer isto com sucesso (e eu nunca encontrei um que não fosse capaz), eu os ajudo a tomarem consciência de que eles têm uma imagem interna do que ela se parece.

Então, usando ressignificação, prestidigitação lingüistica e padrões de linguagem hipnótica, eu começo a abrir a possibilidade de que eles podem fazer seus próprios ajustes nas suas imagens internas. Começo então, a explorar as submodalidades com as suas imagens internas (por exemplo) de uma pizza, um sorvete ou uma maçã. Eu peço para eles mudarem o tamanho, a distância, a cor, a localização espacial, o brilho, etc.

Uma vez consigam fazer isto com uma comida, eu os mando fazer isso com uma pequena palavra. Algumas vezes começo com apenas uma letra, depois duas letras, então três, etc. Eu, minuciosamente, trabalho para fazerem a letra ou palavra cada vez maior e/ou mais perto. Depois de um tempo, quando eles podem fazer uma palavra grande e perto de três a cinco letras, peço para manterem firme a imagem enquanto me dizem a última letra, então a letra logo antes dela, depois a próxima e assim por diante.

De repente, eles compreendem que soletraram a palavra de trás para frente - algo que eles não podiam fazer apenas alguns momentos antes. Eu os faço continuar a soletrar a palavra e outras palavras de trás para frente várias vezes mais, porque fica cada vez mais fácil quanto mais vezes eles fizerem isso. Eles geralmente ficam assombrados e não sabem o que pensar sobre a nova experiência.

Uso a oportunidade para trabalhar suas crenças sobre suas capacidades e identidade, sobre o que significa controlar sua própria mente e sobre escola e aprendizagem.

A partir de agora torna-se um processo de construir mais exemplos de sucesso. Assim, dou a eles palavras e números mais compridos para fazer imagens e soletrar de trás para frente até que acreditem que agora eles podem controlar suas imagens.

Neste ponto, começo a ensiná-los como aprender e como executar as várias tarefas escolares exigidas deles para terem sucesso na escola ou, trabalho nos sintomas específicos do DDA e os ensino como controlá-los.

Isso, normalmente, depende se o "sintoma DDA" está atrapalhando o aprendizado de como ser bem sucedido na escola e/ou em casa.

O Sintoma do DDA da Distração

Pelo fato dos estudantes com sintomas de DDA estarem enxergando múltiplas imagens que são instáveis ou se movem muito rapidamente, é difícil para eles permanecerem focados em uma tarefa. Por essa razão eles são percebidos como sendo distraídos. Eles nunca pensaram no fato de que não tem que continuar a olhar, ao mesmo tempo, todas as imagens.

Para ensinar-lhes um caminho diferente, eu os faço entrarem num modo desatento no qual eles têm as múltiplas imagens. Dou instruções para eles imaginarem se esticando e tentando agarrar uma das imagens e "puxando-as para baixo, para perto e fazendo-a muito grande – do mesmo modo como fizeram com a imagem da maçã ou com as palavras que soletraram de trás para frente!"

Quando fazem isto, eles têm uma resposta normalmente surpreendente por que todas as outras imagens somem (ficam bloqueadas) e eles podem se focar na imagem grande e perto. Começo então a falar sobre a habilidade da concentração que consiste em selecionar uma das muitas imagens, puxá-la para perto, fazê-la maior e lidando com a imagem até estarem prontos. Depois, colocando-a de volta no lugar, tentar agarrar outra, puxar para perto e fazê-la maior.

A coisa mais espantosa disso tudo, é que a mente inconsciente deles parece compreender a idéia depois de apenas algumas demonstrações e, mais tarde, vai fazer isto automaticamente. É como se as suas mentes estivessem procurando por uma solução, e tão logo lhes é oferecida uma que funcione, agarram-se muito ligeiro a ela. Uma vez que os estudantes aprendam isso e acreditem, que é possível eles controlarem suas mentes e a experiência interna, os outros sintomas do DDA parecem ir embora muito rapidamente.

O Sintoma do DDA da Hiperatividade

Nesta hora, muitos dos sinais de hiperatividade começam a ir embora. Como a hiperatividade era causada por múltiplas imagens, instáveis, com velocidade e pelo medo de perder o controle da sua mente, a habilidade de trazer uma imagem para perto e torná-la maior, focar-se nisso traz mais calma para eles. Para que isso se torne realidade, você deve antes tratar de qualquer fúria reprimida que eles tenham.

O comentário mais comum dos estudantes ou dos pais que estão observando-os é "Eles nunca foram assim antes!" ou "Eles nunca foram capazes de fazer isto antes!" ou "Eles nunca ficaram tanto tempo concentrados numa tarefa!" A instrução para quando eles são hiperativos é "Quando você se sentir perdendo o controle ou ficando hiperativo, concentre-se em uma coisa de cada vez, trazendo-a mais perto e tornando-a maior." Eu normalmente ancoro ou estabilizo isso num estado mais relaxado e focado e, mais tarde, disponibilizo a ancora para eles.

O Sintoma do DDA da Impulsividade

Eu descobri que a impulsividade pode ser tratada de quatro maneiras: com a interrupção da compulsão em situações específicas; com a mudança da crença normalmente em torno da sua vulnerabilidade; com uma estratégia de intervenção na qual nós instalamos uma estratégia para deter-se um momento e a pensar em outras coisas (a Dança do DDA), e por tratar com a raiva reprimida como eu me referi antes (a raiva pode causar a impulsividade algumas vezes – é uma bomba de tempo).

Muitos dos alunos com sintomas do DDA têm a compulsão de olhar fisicamente a qualquer interferência externa, particularmente se a interferência é auditiva. Se eu julgar que é a resposta típica do nível de compulsão, então irei liderá-los através de uma série de quebras de compulsão com ênfase naqueles específicos que trazem a eles os maiores problemas. Enquanto estou fazendo isso, eu estou instruindo a sua mente inconsciente para generalizar a quebra da compulsão.

Outros estudantes com sintomas do DDA, especialmente os hiperativos, têm uma crença deles mesmos que os fazem muito sensíveis ao seu mundo exterior. Por serem tão diferentes, sentem-se muito vulneráveis.

Eles têm sido, realmente, severamente admoestados, criticados e ridicularizados. Algumas vezes, eles estão quase paranóicos e excessivamente sensíveis ou alertas ao que está acontecendo em volta deles. Para alguns, esta sensibilidade é uma habilidade de sobrevivência. Em alguns tipos de casos, eu elicito suas crenças limitantes e as altero.

O tratamento mais comum que eu uso para a impulsividade está no nível estratégico. Descobri que muitos alunos com sintomas de DDA simplesmente programaram suas mentes e corpos para reagir de um modo impulsivo. Eles têm feito isto por boas razões mas agora a razão não está mais lá. Simplesmente projetando ou instalando uma estratégia apropriada de tomada de decisão sobre como pensar antes de agir, parece que funciona bem. Ou, se você puder encontrar um contexto no qual eles já reagem normalmente, funciona muito rapidamente recontextualizar a estratégia.

O Sintoma do DDA de Esquecimento

Eu trabalho com esquecimento em três níveis: como se comunicar para os pais e o professor; como processar as instruções auditivas para o aluno com sintomas do DDA, e como utilizar a estratégia para lembrar quando fazer algo.

Visto que muitos estudantes com sintomas do DDA tem uma firme sinestesia visual-cinestésica, a interferência auditiva não é processado a não ser que eles sobreponham as palavras em experiência visual ou cinestésica. No momento, isto é uma habilidade bastante fácil para ensinar a eles.

Parece ser importante para o processo de comunicação ensinar os pais e professores a usarem a linguagem visual e/ou a ter certeza de que os alunos com sintomas do DDA processam visualmente suas instruções. Muitos pais e professores assumem que só porque eles disseram para algo ser feito, significa que isso foi processado. Não é assim! O aluno com sintomas do DDA tem que sobrepor as instruções para o campo visual ou cinestésico, ou os pais ou professor tem que se comunicar visualmente ou demonstrar isso.

Muitas pessoas, incluindo os alunos com sintomas do DDA, podem se beneficiar de uma estratégia de como se lembrar de fazer coisas quando elas querem fazê-las. Simplesmente ensinando-lhes a projetar e a instalar a experiência interna do que elas querem se lembrar de fazer e então ancorando isto a uma pista de acesso externa confiável, realiza milagres. (veja a seção como lembrar coisas a fazer)

O Sintoma do DDA de Falta de Organização

A intervenção mais comum que eu utilizo na falta de organização é ensinar-lhes as habilidades da "segmentação para baixo". Por causa da maneira que as suas mentes trabalhavam no passado, eles nunca pensaram que era possível ter um conceito geral ou idéia, mantê-la fixa nas suas mentes enquanto as dividiam em passos ou partes.

Visto que a habilidade primária da organização é tomar tarefas complexas e dividi-las em tarefas menores ou passos e priorizá-las, os alunos com sintomas do DDA nunca aprenderam antes esta habilidade básica. Agora que eles sabem como estabilizar as idéias nas suas mentes, esta habilidade é o próximo passo natural a aprender.

O Sintoma de DDA de Procrastinação

Muito da procrastinação tem a ver com o tomar uma decisão. O processo de tomada de decisão é reunir informações de alta qualidade, estabelecer prioridades e fixar prazos finais realísticos. Agora que os seus mundos internos estão mais estáveis, eles podem aprender estas habilidades as quais eram estranhas até agora para eles.

Integração

Depois que eu trabalho com um estudante (portador ou não de DDA), acho muito útil integrar todo o trabalho realizado ao fazê-los caminhar através do "Alinhamento dos Níveis Lógicos" de Robert Dilts. Eu descobri que isso acelera consideravelmente o processo de integração e me permite verificar problemas potenciais.

Também descobri, que se os pais estão observando a caminhada, parece que eles são afetados positivamente pelos comentários do seu filho em cada nível. É quase que como se eles mudassem a perspectiva de que a sua prole "é um problema" para "tem muitos recursos." Eu suspeito que isso é porque os pais mudam o nível lógico de como eles percebem seus filhos (por exemplo, mudam do nível do comportamento para o nível da identidade).

Sumário

O portador de DDA precisa não somente aprender as capacidades e crenças de ser um bom estudante, mas primeiro, e mais importante, eles precisam aprender a controlar suas mentes. Usando exemplos não ameaçadores, como comida, eles podem aprender a ajustar suas submodalidades e começar a acreditar que eles podem controlar suas imagens internas.

Uma vez que eles aprendam isso, mude suavemente para "tarefas escolares simples". Ao mesmo tempo, use ressignificação, prestidigitação lingüística e padrões de linguagem hipnótica para alterar as suas crenças sobre as suas capacidades, valores e identidade como um estudante ou uma pessoa de valor.

Publicado no site de Don A. Blackerby e na Anchor Point de Oct/95
Tradução de JVF




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Distúrbio do Déficit de Atenção

Distúrbio do Déficit de Atenção
Sob a perspectiva da PNL

Don A. Blackerby

Imagine que você está assistindo a um espetáculo de múltiplo slides. Você sabe como é, quando de 3 a 5 projetores estão montados para projetar as imagens numa tela. Agora imagine que você foi solicitado a descrever, verbalmente ou por escrito, aquilo que você está vendo enquanto assiste a tudo isso. Frustrante? Isto é pouco. E é exatamente assim que se sente o estudante com sintoma do "Distúrbio do Déficit de Atenção" (DDA). Agora, para tornar isto ainda mais desafiante, imagine que o ritmo da apresentação dos slides comece aumentar, cada vez mais rápido. Ainda assim você tentará descrever aquilo a que você está assistindo. E, como golpe final para a sua sanidade, imagine que as imagens dos slides comecem, simultaneamente, a voar e a piscar e, que o seu bem estar emocional depende da exatidão do seu relatório.

Que tipo de emoções ou sentimentos que você acha que pode experimentar? Furioso? Oprimido? Tenso? Nervoso? Desorientado? Confuso? Seja bem vindo ao mundo da criança com o Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA) ou com distúrbio Hiperativo do déficit de Atenção (DHDA).

O sintoma do DDA/DHDA é a condição que alguns indivíduos (crianças e adultos) experimentam e que se manifesta através de numerosos sintomas de comportamento. Os principais sintomas incluem um ou mais dos seguintes:

Hiperatividade - Eles não conseguem ficar parados. Eles estão constantemente se mexendo e irrequietos. Eles estão embaixo das cadeiras, das mesas ou subindo nos móveis.

Impulsividade - Eles se movem ou mudam de direção rápido demais. Eles estão fazendo uma coisa e então, de repente, começam a fazer outra coisa. Eles "agem antes de pensar!"

Distração - Eles não conseguem ficar focados em um pensamento ou tarefa. Eles estão executando uma tarefa e o menor ruído os interrompe.

Falta de organização - Eles não conseguem executar tarefas mais complexas, que exigem que eles organizem a tarefa maior numa série de passos. Alguém tem que dizer ou mostrar como fazer cada etapa.

Esquecimento - Eles esquecem as instruções. Eles esquecem de fazer coisas ou tarefas que foram mandados fazer. Eles começam a fazer algo e esquecem o que tinham que fazer.

Procrastinação - Eles têm dificuldade de iniciar e completar tarefas ou trabalhos. Eles estão constantemente adiando fazer as coisas. Parece que eles não conseguem "dar a partida".

Geralmente estes comportamentos vêm à tona na escola, frustrando tanto os professores quanto os outros alunos. Uma criança com sintomas de DDA/DHDA pode ser extremamente perturbadora da ordem numa sala de aula. O tratamento, amplamente difundido e aceito, é com remédios. Embora para alguns possa ser o único tratamento, sempre existem aqueles pais e profissionais que questionam a recomendação de colocar uma criança sob o efeito de remédios.

Tratamentos alternativos estão sendo pesquisados e um deles, atualmente investigado por este autor, é o uso da Programação NeuroLingüística (PNL). A pesquisa usando a PNL é baseado na suposição de que é a experiência interna do individuo que está causando o seu comportamento difícil de entender. Os processos de modelagem da PNL tem sido usados para determinar a estrutura da experiência interna. A pesquisa em curso está sendo feita nas maneiras para alterar a experiência interna com o uso de varias técnicas e processos da PNL, e com isso, evitar a necessidade de drogas indesejáveis. Esse é um relatório desta pesquisa. A PNL é, algumas vezes, descrita como um conjunto de procedimentos sistematizados que permite o estudo do processamento da mente e os comportamentos resultantes.

A experiência Interna do DDA/DHDA

Vamos primeiro olhar o que nós descobrimos quanto à experiência interna do DDA. Algumas da mais importantes experiências internas que interagem para influenciar o comportamento do estudante com sintomas de DDA/DHDA são:

  • eles percebem múltiplas imagens internas.
  • estas imagens se movem rapidamente e algumas vezes desaparecem misteriosamente.
  • as imagens muitas vezes ocorrem simultaneamente.
  • existe uma forte resposta cinestésica (corpórea e/ou emocional) para estas imagens.
  • eles não conseguem controlar nenhuma destas experiências internas.

    Algumas das respostas mais comuns dos estudantes com sintomas de DDA para esta experiência interna que ele sentem como caótica são:

    • Ou eles tentam responder fisicamente a tudo das suas experiências internas (por exemplo o ritmo das imagens) ou eles ficam frustrados e simplesmente abandonam sem nem ao menos tentar. O resultado final é uma pessoa que é ou hiperativa ou apática e passiva.
    • Eles sentem que estão perdendo o controle e vão levar um longo tempo para controlar a sua experiência interna. O resultado é que eles levam uma enorme quantidade de tempo e de energia tentando ir mais devagar e/ou organizar suas experiências externas ou internas para que isto se torne manejável.
    • Freqüentemente eles ficam apavorados com a sua falta de controle e suas conseqüências na sua família. Na maior parte do tempo eles tem um sentimento de estarem totalmente dominados.
    • Eles sofrem medo de rejeição e abandono porque eles sentem e acreditam que são "diferentes" ou "esquisitos". O feedback que eles recebem dos seus colegas, pais e professores muitas vezes confirmam estes receios.
    • Seus níveis de hiperatividade e a intensidade da suas respostas emocionais parecem ser dependentes dos padrões que prematuramente suas famílias usaram para julgar e reforçar seu comportamento. Em outras palavras, quanto mais rigorosos e mais severos os pais, mais hiperativa será a criança. Mais tarde, essa resposta aprendida é transferida para os professores bem como para os colegas.
  • Por Que Eles Agem Desta Maneira?

    Porque os portadores de DDA têm os sintomas de comportamento descritos anteriormente? Como pode a experiência interna que acabamos de descrever cria esses sintomas? Vamos refletir sobre alguns deles.

    Hiperatividade – se você tem múltiplas imagens piscando simultaneamente na sua cabeça e se você tem a exigência do pai ou do professor para "agir direito" ou "se comportar", o que você acha que faria? Muitos indivíduos com DDA/DHDA respondem tentando controlar as imagens internas. E como os portadores de DDA são por natureza caracteristicamente mais cinestésicos, estas imagens internas movendo-se muito ligeiro geram uma abundância de energia nervosa. Eles agem para aliviar a tensão pelo MOVIMENTO.

    Impulsividade – a impulsividade anda de mãos dadas com o comportamento hiperativo. Como o portador de DDA está tentando reagir fisicamente com a sua experiência interna tão rápido quanto possível, eles respondem muitas vezes "fazendo algo" antes que eles conscientemente se dêem conta de que não era necessário aquela intensidade na resposta. Essa natureza incontrolável deste fenômeno é similar ao comportamento compulsivo nas demais pessoas. A compulsão no portador de DDA simplesmente movimenta-se mais ligeiro e muda ainda mais rapidamente.

    Distração – muitas vezes, a criança impulsiva acima descrita é rotulada também como distraída por que não consegue se manter focada numa atividade. Sua mente é tirada seguidamente da atividade que está executando por uma idéia que carregue mais peso cinestésico para ela. Um bom exemplo disso pode ser quando eles ouvem um barulho inesperado na sala de aula. Eles vão fazer imediatamente uma imagem mental da possível causa e vão ter que conferir olhando. Dependendo da natureza da distração e da importância que isso carrega internamente para eles, pode ser extremamente difícil eles voltarem a se concentrar.

    Leve em consideração de que o portador de DDA está experimentando uma multidão de imagens movendo-se muito ligeiro nas suas mentes. Tentando acompanhar de 10 a 15 imagens diferentes e tentando selecionar respostas apropriadas para cada uma, seria fazer muitos de nós supersensíveis para estímulos adicionais.

    Falta de organização - uma pessoa para ser organizada, deve ser capaz de visualizar um projeto no seu todo e priorizar os passos específicos que são necessários para completá-lo. Isto requer uma habilidade para estabilizar diversas imagens internas simultaneamente. Os portadores de DDA têm problemas para fazer isto porque as imagens se movem muito rápido.

    Muitos portadores de DDA ainda não aprenderam como pegar a idéia geral e dividi-la nas partes componentes, ainda retendo a idéia geral. Nem eles tomam os pontos específicos nem generalizam o modelo que estão observando. Em um dado momento, eles são tanto generalistas como específicos. Por exemplo, se um estudante típico (sem DDA) tiver um projeto de ciências, ele sabe o objetivo geral do projeto, e os passos de que precisa para realizar o projeto. Ele será capaz de estabelecer a seqüência de passos para completar o projeto eficientemente. Ele também será capaz de estabelecer o caminho a ser percorrido e o tempo necessário que levará para completar tudo. Um portador de DDA experimenta uma grande dificuldade para fazer isto.

    Esquecimento – lembrar-se de algo, exige uma conexão clara e neurológica entre a pista externa a qual nos diz quando é hora de fazer algo e a experiência interna a qual nos diz o que fazer. Com todas as imagens internas que o portador de DDA está experimentando, é difícil para ele estabelecer esta conexão clara. Também, a coisa a ser lembrada deve carregar um significativo peso cinestésico para ele ou será esmagada por todas as outras imagens e esquecida.

    Procrastinação – o que é rotulado muitas vezes como procrastinação é geralmente inação. A inação resulta de uma inabilidade em tomar uma decisão definitiva e final a partir da qual eles podem agir confortavelmente. Essa inação é o resultado natural de ser incapaz de processar o que está mudando rapidamente, isto é, excesso de informações na sua mente.

    Dicas para Pais e Professores

    A pesquisa usando a PNL está ainda em avanço com relação as maneiras de ensinar ao portador de DDA como administrar a sua mente ou a experiência interna. As intervenções da PNL que já foram tentadas mostram uma grande esperança. Uma base maior de pesquisa precisa ser feita antes que se possa fazer um anuncio. Entretanto, existem algumas coisas simples que os pais ou professores podem fazer para ajudar a aliviar a situação ou pelo menos para não torná-la pior.

    1. Procure pela intenção positiva num portador de DDA. Eles estão fazendo o melhor que eles sabem como fazer. Aceite-os e os valorize como uma pessoa muito especial que está a um simples passo de ser um gênio. Eles estão somente tendo um tempo muito difícil em se ajustar ao sistema – tanto educacional como na família. O maior obstáculo a ser ultrapassado por um portador de DDA é que eles são rotulados como "estúpidos, esquisitos ou diferentes" como se algo estivesse errado com eles.

    2. Ser verbal ou auditivo é o canal de comunicação menos importante para o portador de DDA. Eles vivem num mundo de imagens internas que se movem rapidamente e de respostas emocionais e físicas para estas imagens. Para eles as palavras são muito lentas e difíceis para processar e, possivelmente, não conseguem continuar com as imagens. Se você tiver que dar instruções para alguém com DDA, faça-os sobrepor as palavras com imagens internas de ação e faça-os sentirem seus corpos fazendo isso. Por exemplo, se você quiser que eles carreguem para fora o lixo e depois façam o tema de casa, faça-os verem e sentirem a si mesmos levando o lixo e então sentando e abrindo o seu livro da escola.

    3. Na escola, tenha certeza de que eles aprendem visualmente. Eles precisam fazer imagens destas tarefas escolares tais como aprender a soletrar palavras, o significado das palavras e os fatos matemáticos. De fato, tenha certeza de que eles visualizem qualquer informação que eles precisem memorizar. Uma das maneiras para ter certeza de que eles estão visualizando é fazer com que eles repitam o material de trás para frente (da direita para a esquerda) ou fora da ordem natural a partir da sua imagem interna. Eles só podem fazer isso tranqüilamente se eles tiverem uma boa imagem interna. E, quando eles lerem, eles também devem sobrepor as palavras em imagens internas com o sentido do material de leitura.

    4. A lição que deve ser aprendida ou a tarefa a ser feita DEVE ter uma forte importância cinestésica para o portador de DDA. Eles podem fazer isso algumas vezes ao conseguir envolver fisicamente o seu corpo. Para tarefas que são mais "escolares" como leituras, fatos matemáticos, soletrar palavras, etc, eles podem fazer isso ao ligar a tarefa ou a lição ao seu próprio critério altamente valorizado. Em outras palavras, a lição deve estar conectada com algo MUITO IMPORTANTE PARA ELES. Então, e somente então, eles serão capazes de permanecer focados.

    Sumário

    Muitos portadores de DDA são muito inteligentes. De fato, as maiores qualidades das suas experiências internas que estão lhes causando os maiores problemas, são qualidades encontradas muitas vezes nas pessoas criativas que encontram a resposta para um problema. Muitas crianças e adultos sem DDA e que experimentam as mesmas múltiplas imagens nas suas mentes, têm uma habilidade para controlar suas experiências internas. Ao contrário, a criança ou adulto com DDA é controlada pela sua experiência interna.

    A solução óbvia é ensinar ao portador de DDA como controlar sua experiência interna pois assim eles podem ser mais efetivos. Existem maneiras de fazer isso utilizando várias intervenções e processos da PNL. Esses processos incluem ensinar a criança com DDA/DHDA como controlar o número e a velocidade das imagens internas.

    Essa tentativa de aproximação parece funcionar bastante fácil e rapidamente. A maioria da população em geral, bem como o portador de DDA, nunca pensou em fazer coisas diferentes com as suas mentes porque a maior parte do processamento interno é realizado fora do estado de consciência. Eles não se dão conta de que possa existir uma maneira melhor, e assim eles permanecem fazendo aquilo que eles sabem fazer. Em muitos casos, tudo que é necessário é alguma orientação de como fazer isso de modo diferente e de um modo que realmente funcione bem. A beleza da Programação Neurolingüística (PNL) é que ela oferece um grande conjunto de ferramentas que nos permitirão criar uma interface com o DDA neste nível.

    Publicado no site de Don A. Blackerby e na Anchor Point de Dec/94
    Tradução de JVF
    Continuação: Intervenções da PNL que funcionam no DDA

     
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